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Doação de Órgãos

 

O que acontece com o nosso perispírito em caso da doação dos órgãos? Doar órgãos pode trazer alguma complicação para o espírito após o desencarne? 
 
O corpo espiritual ainda é pouco entendido por nós, espíritos encarnados. Mas, como o corpo de material energético quintessenciado não é atingido por traumas físicos, isto é, não será uma cirurgia que levará à uma lesão no perispírito, nem a retirada de um órgão. O comprometimento do perispírito se dá pela vontade, ou seja, pela intenção do ato. Em relação ao transplante de órgãos, a retirada de um órgão não causará dano ao perispírito, mas se um órgão for atingido por um ato de suicídio, aí sim teremos uma lesão perispiritual. Neste caso, houve uma intenção de dano, o que não ocorre na doação de órgãos, quando o indivíduo em morte encefálica não tem participação na retirada de seus órgãos. 
 
Doação de Órgãos e Cremação
por Guilhermina Batista Cruz
 
Irei abordar dois temas que são bastante polêmicos, principalmente no que se refere à "visão religiosa" que muita gente traz, que são a doação de órgãos e a cremação. 
 
Tendo recebido vários e-mails com perguntas a respeito desses dois assuntos, resolvi discorrer um pouco sobre eles à luz dos ensinamentos espirituais. Transcrevo abaixo a resposta dada a uma irmã que é doadora de órgãos e queria saber como isso afetaria o espírito desencarnado em relação ao sofrimento físico que poderia ocorrer quando da morte e retirada dos órgãos para doação. 
 
Nós trazemos os condicionamentos da nossa cultura e de nosso passado religioso em relação à morte, no que diz respeito às sensações que podemos ter e ao que vamos sentir, e ficamos atemorizados por isso. Mas a morte é apenas a nossa passagem para uma outra dimensão e certamente não iremos guardar lembranças desta passagem a não ser que já estejamos num nível de evolução maior e possamos - inclusive - auxiliar os amigos espirituais que são responsáveis pelo nosso desligamento do corpo físico. 
 
A doutrina espírita nos esclarece, através dos ensinamentos dos amigos espirituais, que a doação de órgãos deve ser incentivada, com esclarecimentos e conscientização, já que se constitui numa manifestação de fé, de fé raciocinada do medo da morte, que não mais existirá após nossa conscientização. 
 
Segundo o que nos diz Allan Kardec, a "pertubação que se segue à morte nada tem de penosa para o homem de bem, ela é calma e em tudo semelhante à que acompanha um despertar tranqüilo". (Allan Kardec, L.E, questão 165). 
 
Quando falamos de homem de bem, estamos nos referindo às suas atitudes e ao seu desprendimento em relação às coisas materiais. Então aqui, a gente já pode dizer que dependem da evolução espiritual as sensações que ele poderá ter após o seu desencarne, e isso não diz respeito somente à doação de órgãos e a cremação; vai depender de que forma ele encara a morte, se como um fim de tudo, ou um início ou recomeço de vida. 
 
Allan Kardec, no livro Entre o Céu e o Inferno, nos diz também que "O homem não tem medo da morte, mas da transição". 
 
Nos asseguram os amigos espirituais de que não existem reflexos negativos para o espírito desencarnado na doação de órgãos, mesmo em doações involuntárias (doações autorizadas pelos familiares). 
 
Quem faz uma doação de órgãos está aliviando a dor e o sofrimento do próximo, portanto, está de acordo com a máxima que diz que colheremos aquilo que semearmos, ou seja, doar órgãos é um ato de amor ao próximo e aquele irmão que doa, muito se beneficiará quando abandonar a matéria em retorno ao plano espiritual. 
 
Há mensagens de espíritos desencarnados que agradecem a iniciativa dos familiares e asseguram que as equipes espirituais socorristas são tão organizadas que as doações se processam tranquilamente, sem repercussões negativas e com muitos benefícios, como bem-estar e reequilíbrio espiritual, pois as equipes que acompanham as doações são de alta capacidade e luz espiritual, dando cobertura ao desencarnado para que nada sinta. Os familiares podem ajudar bastante nesses momentos, em que se efetuam as doações, através de preces e vibrações de amor. 
 
Enfim, o que a doutrina espírita nos deixa claro é que, ao doarmos um órgão quando desencarnamos, não vamos ter repercussões do lado espiritual, a não ser em casos de extremo apego à matéria, como é o caso de espíritos que não manifestam ainda o amor divino em seus corações, o que é muito incomum em doações, pois aqueles que doam órgãos conscientemente em vida, já possuem uma abertura espiritual. 
 
Mesmo no caso daqueles espíritos que não têm esclarecimentos e cujos órgãos são doados pelos familiares, se vierem a sentir alguma perturbação, serão amparados e aliviados pela equipe espiritual que os assiste. 
 
Nesses casos, só sentirão a perturbação inerente ao desencarne em si, que varia de acordo com o estado evolutivo de cada um, podendo para alguns ser um "bálsamo de libertação" e consistir em momentos difíceis para os menos esclarecidos. O sofrimento depende da imperfeição e, em vista disso, o espírito traz consigo a dor ou a benção de não sentir nada, onde quer que se encontre. 
 
Quanto à cremação, ocorre o mesmo que a doação de órgãos, em se tratando da evolução espiritual do desencarnado, ou seja, ele poderá vir a ter problemas ou não, por isso a doutrina espírita recomenda respeitar um período de 72 horas para se fazer a cremação. Mas, nesses casos, há todo um cuidado por parte dos assistentes espirituais e com certeza nenhum espírito esclarecido sentirá os efeitos em seu perispírito. 
 
O espaço de 72 horas é apenas para que se proceda normalmente ao desligamento dos laços fuídicos que ligam o corpo físico ao corpo espiritual, e assim sendo, os espíritos ficarão adormecidos e só despertarão no mundo espiritual e aí então, dependendo de sua evolução, é que ele poderá "sentir alguma coisa". 
 
Devemos enfatizar que mesmo que não houvesse nenhuma cremação os espíritos ainda muito distantes de Deus e apegados à matéria também poderiam sentir o efeito da decomposição de seus corpos através do sepultamento. 
 
Pelo conhecimento e o desapego às coisas materiais, descobre-se que o corpo físico é passageiro, é máquina de que se serve o espírito para cumprir sua tarefa e progredir. Aqueles espíritos menos esclarecidos que desencarnam e sentem de forma mais intensa a desagregação do corpo também são ajudados pelos espíritos superiores até que o fluido material mais denso seja extinto e então eles se descobrirão inteiros. Ainda segundo Kardec, o espírito é sempre o árbitro da própria sorte, podendo prolongar os sofrimentos, ou suavizá-los e anulá-los pela prática do bem. 
 
Devemos procurar acima de tudo, nos desapegarmos de idéias e conceitos sobre a extinção do nosso corpo físico, pois devemos estar cientes que teremos sempre o acompanhamento de nossos amigos espirituais no retorno ao nosso verdadeiro mundo. A idéia que devemos ter em mente é que o espírito sobrevive ao corpo, e tanto o sepultamento quanto a cremação são processos que lidam com o cadáver, expressando a vontade de cada um, pois eles apenas cuidam dos despojos da matéria, enquanto nosso espírito seguirá em direção à vida maior que pulsa no universo. 
 
À medida que despertarmos e entendermos o verdadeiro sentido de nossa vida, estaremos aptos a dar o devido valor aos momentos que passamos na terra encarnados e poderemos entender que é através do corpo, (nosso instrumento de trabalho) que o nosso espírito se ilumina, resgatando o passado, mas, quando o perdemos, continuamos a nossa caminhada em outra dimensão. 
 
Devemos, pois, nos prepararmos moralmente através de atitudes e ações mais serenas, para que quando soar a hora de retornarmos, possamos estar tranqüilos para mais facilmente se realizar a nossa transição para a vida espiritual. 
 

 

 


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