Textosvoltar    

O significado do desabafo

 

Precisamos fazer uma pequena colocação, antes de chegarmos mais perto do tema e daí então, apresentar aquilo que colhemos a respeito. “Para que o ato pedagógio aconteça, sabemos que precisa haver a presença do mestre e do discípulo.” E a história nos forneceria tantos outros encontros que ela registrou e que foram tão importantes e fundamentais, inclusive aquele em que o homem encontrou-se com seu Deus, para haver a salvação, assim foi registrado.
O importante para nós, é que sabemos que houve um encontro e isto é o bastante.
Tentamos com isto, colocar algum conteúdo para aquecê-los, para chamar a atenção de todos para um encontro, aquele que nos envolve agora.
Vamos falar sobre desabafo. Uma ação, um fenômeno difícil de explicar, mas que acontece e como! Para que ocorra, é necessário um ambiente propício e nessa relação, temos dois elementos: de um lado o atendido (desabafo) e do outro o ouvinte (o bom plantonista). Nesta primeira parte do trabalho, vamos falar um pouco sobre o relacionamento entre estes dois elementos: “O melhor meio de preparar a eficácia de agir no grupo, é aprender a tratar bem as pessoas, individualmente.” E, como plantonista, não esquecer da nossa função quando do atendimento pessoal.
Quando alguém nos procura para pedir uma ajuda a fim de encontrar solução para uma dificuldade ou problema, segundo Fransz Victor Rudio, “temos uma situação que chamo de “relação de ajuda”. Vamos ouvir o que o citado autor diz sobre essa situação:
a) é uma conversa estruturada;
b) quando a “conversa” possui uma estrutura mais delineada, estabelecendo-se para a mesma local e hora, aplicação de métodos específicos, etc, costuma-se denominá-la com o nome de “entrevista”.
c) surge às vezes como forma própria de trabalho, característica de certas atividades profissionais; é o caso do terapeuta, do orientador educacional, do assistente social, do sacerdote, etc.
d) outras vezes, aparecer como recurso útil de que lança mão o profissional, para um trabalho mais específico, por exemplo, o médico ao fazer o diagnóstico e dar orientação. O tarefeiro não faz diagnóstico, portanto, a ele não cabe orientar, sugerir ou aconselhar;
e) e fora do âmbito profissional, é também instrumento eficaz, como por exemplo, na missão do pai para educar o filho.
Assim, a expressão “relação de ajuda”, serve para indicar formas de interação muito diversificadas, desde uma entrevista profissional, até uma conversa simples e espontânea entre amigos.
Completando, ainda, chamamos a atenção para o seguinte:
Geralmente se exige um menor preparo para quem faz aconselhamento do que se exige para quem faz psicoterapia. É importante, no entanto, lembrar que entrar mais profundamente no campo da organização da personalidade, sem que para isso se tenha preparo suficiente, é colocar em risco o cliente e levar o aconselhamento à situações difíceis e embaraçosas”.
Recorremos novamente ao autor e de sua obra, trazemos o termo “permissividade”:
“Permissividade consiste em criar uma situação em que o assistido não é julgado, nem avaliado, nem tratado como coisa ou um caso”. Junto à permissividade, colocamos, do mesmo autor, o conceito de “consideração positiva”.
“Consideração positiva é o termo que serve para indicar, na “orientação não-diretiva”, a necessidade sentida por todos os seres humanos, de os outros nos quererem bem, de serem acolhedores para conosco, de nos aceitarem e respeitarem como somos”.
Destacamos aqui, da obra consultada, o seguinte:
“Pessoas-significativas” ou “pessoas-critérios”: são aquelas que, durante a nossa vida necessitamos delas, e procuramo-las; são aquelas entre as quais conhecemos e das quais desejamos, de modo muito especial, a consideração positiva (pai, mãe, professor, amigo, esposa, profissional, etc).
Destacamos dessa obra mais o seguinte:
“Na orientação não-diretiva, considera-se que o melhor modo de ajudar alguém, não é fazendo alguma coisa por ele, mas, criar um clima favorável à liberdade experimental para que ele possa ajudar-se a si mesmo, fazendo para si o que só ele pode fazer”.
E quais as características de um aconselhamento não-diretivo?
Vamos citar algumas:
Peretti observa que se alguém tenta agir diretamente sobre uma pessoa, fazendo julgamento ou dando-lhe conselhos, ela procura reagir à pressão que se exerce. O indivíduo que espera mudá-la vai, com o seu procedimento, fixá-la onde ela se encontra. E o próprio indivíduo fica também fixado, no esforço de “convencê-la”.
Nesta segunda parte do trabalho, vamos apresentar depoimentos reais, resultados de uma pesquisa que desenvolvemos não só com atendidos, mas também entre amigos nossos e companheiros de trabalho. A pergunta feita foi:
“O que o desabafo significa para você?”
Do dicionário temos os verbetes:
1 – significado: ter o sentido de, querer dizer...
2 – desabafar: desimpedir, desembaraçar, descobrir, desafogar.

 


Warning: mysql_select_db() expects parameter 2 to be resource, boolean given in /home/entesque/public_html/view/layout/home.php on line 69

Warning: mysql_fetch_object(): supplied argument is not a valid MySQL result resource in /home/entesque/public_html/config/funcoes.php on line 15

Warning: mysql_free_result() expects parameter 1 to be resource, boolean given in /home/entesque/public_html/config/funcoes.php on line 18