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Triunfo da imortalidade

 

Por mais se prolongue a existência física na Terra, momento chega, no qual a inevitável ocorrência da morte se encarrega de modificar a estrutura orgânica do ser, conduzindo o corpo à decomposição, à modificação do fenômeno vital. Por essa razão, a morte se afigura como sendo a grande destruidora da alegria e dos sonhos dos viandantes carnais. Nada obstante, sem ela, a longevidade estrutural da matéria se transformaria em pesado fardo de aflições, que as criaturas teriam muita dificuldade em conduzir. Para aqueles que, da existência terrena, somente auferiram alegrias e prazeres, juventude e bem-estar, o sonho ilusório do prosseguimento no corpo ante a fatalidade biológica da desintegração, constitui motivo de desagrado, quando não de revolta e de terror. No entanto, mesmo para esses, o suceder dos dias impõe, sem qualquer impedimento, o desgaste, o envelhecimento, as transformações orgânicas, abrindo espaço para enfermidades variadas, que prenunciam o momento fatal da diluição da forma. Para outros, aqueles que experimentaram sofrimentos e angústias, passando por tormentos inomináveis e dores excruciantes, a morte representa bênção de inefável conforto, que os auxilia a encerrar o capítulo afligente em que estertoram. A morte, de alguma forma, apresenta-se paradoxal. Muitas vezes, em um lar rico de alegrias, arrebata um jovem, uma pessoa saudável ao invés do enfermo que anela pela sua presença... Surpreende, quando alcança os indivíduos felizes e ricos de planos para o futuro, deixando de lado outros tantos que perderam as razões naturais e os estímulos para continuarem no corpo... Poupa os pacientes em demorada agonia e elege crianças e jovens que ainda não tiveram oportunidade de experienciar realmente a viagem carnal. Pacientemente, porém, desempenha o seu mister de conduzir todos os seres vivos na direção de outra realidade. Embora combatida e detestada, é a mensageira da vida, que se encarrega de renovar a Terra e a sociedade, convidando todos à reflexão em torno da sua inexorabilidade. Com muita propriedade afirmou Sócrates que todos ao nascerem já se encontram condenados à morte. Considerada sob o aspecto materialista, é a grande aniquiladora, após cujo fenômeno coisa alguma resta... A verdade, porém, é bem outra. Não existe a extinção da vida, mas sim a transformação de moléculas matérias, que liberam o ser eterno na sua peregrinação evolutiva. Morrer é, pois, transferir-se para outra dimensão da realidade. A imortalidade do ser é incontestável, porque nada se consome, desaparecendo integralmente. Tende em mente que prosseguimos além túmulo vivos, de tal forma que despertes renovado e confiante após a transformação orgânica. Mantém-te consciente a respeito dessa fatalidade biológica – a morte – vivendo de tal forma que te encontres sempre preparado para o momento que a todos aguarda.
Tem no pensamento que cada minuto pode ser aquele que antecipa a libertação.
Age de forma que, se a morte advier, estarás em condições espirituais de ser feliz, sem saudades ou amarguras dos dias que se foram e com expectativas felizes a respeito daqueles que virão.
Faze-te agente da alegria onde estejas e com que te encontres, de tal forma que não lamentes o que deixaste de fazer ou o que realizaste de maneira inconseqüente.
Considerando a transitoriedade da organização física, desenvolve os teus valores internos, crescendo na direção de Deus, que te aguarda amorosamente.
Não acumules remorsos ou sentimentos perturbadores, que te poderão afligir após a libertação do corpo.
Se consegues identificar prejuízos na economia da tua existência, repara os males que fizeste quanto antes, mediante uma conduta saudável e produtiva. Nunca transfiras para amanhã o bem que podes realizar hoje. Evita as disputas intérminas por questões imediatistas, que a morte pode interromper, deixando-te desolado e infeliz.
Estrutura a tua existência através de ações edificantes, considerando que te encontras em viagem, da qual retornarás com os tesouros morais que amealhes e não com os objetos, títulos e honrarias que ficam no olvido...
És espírito indestrutível e, como tal, deves comportar-te, mantendo-te consciente de que tudo passa, menos as construções íntimas que falam da tua realidade pessoal.
Morrer é fenômeno biológico de rápida ocorrência, inevitável. Viver é impositivo da Lei Universal, incontestável.
Quando todos pensavam que a crucificação houvera aniquilado o Justo, e se deixavam dominar pelo desespero, saudades e incertezas, eis que Ele retorna da sepultura em gloriosa ressurreição, trazendo a segurança da sobrevivência à morte, em demonstração de imortalidade em triunfo.
Pensa em Jesus, e entrega-te a Ele. Vive de tal forma que, ao abandonares o corpo, ressurgirás das cinzas e dos destroços em feliz madrugada de esperanças novas.
Se alguém, a quem amas, te antecedeu na viagem de volta, aguarda-o, enquanto oras por ele, certo de que nada impede a continuidade do amor nem o prosseguimento da vera fraternidade. Os teus mortos queridos estão vivos e voltam a conviver contigo. Eleva-te em pensamento e sintoniza com eles, nas faixas sublimes da ternura e da gratidão, do afeto e da esperança, realizando o suave intercâmbio que manterás além da cortina carnal sob as dádivas da incomparável misericórdia de Deus. Joanna de Angelis Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão da noite de 3 de setembro de 2003, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – Bahia

 


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